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Sete dias | Bolívia

Partiu Bolivia. No dia 20 de Janeiro, as 22h embarquei em um ônibus com  destino ao Rio de Janeiro, de onde sairia meu vôo para São Paulo e em seguida mais 4 horas de vôo até Santa Cruz de la Sierra. Eu precisei ser ligeiro, pois precisava estar em Uyuni no dia seguinte para que meu roteiro seguisse conforme planejado, caso contrario eu poderia “tirar o cavalinho da chuva”. Foram 7 dias de viagem intensos, quando busco na memória é uma sensação que fiquei viajando por uns 15 dias. Nada compara a vibe de estar no lugar, de viajar… mas espero que essas fotos transmita 5% do que senti!

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21 de Janeiro / 2015

↑ De dentro do avião. Após 35 minutos de viagem de Cochabamba para Sucre.

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↑ Sobrevoando em algum lugar entre Cochabamba e Sucre. Comprei uma passagem de Santa Cruz para Sucre com conexão em Cochabamba, um total de 50 minutos de viagem (incluindo a conexão). Optei pelo transporte aéreo devido a falta de tempo, necessitava chegar antes do amanhecer do proximo dia em Uyuni. De buzão levaria 13 horas, além de ser uma viagem demorada, é uma rota muito perigosa até Sucre, estrada não pavimentada e terreno muito acidentado e cheio de abismos.

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↑ Terminal de ônibus em Sucre. Cheguei “varado” de fome e precisava comprar refeição pra comer naquele momento e levar para a viagem, pois seriam 3h de viagem SEM PARADA. Eram 16h50 e comprei passagem para as 17h. uma correria maluca, se eu perdesse o buzão, só teria no dia seguinte…

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↑ Primeiro contato com as chamadas “Cholas” Bolivianas. Fotografia feita no ônibus, durante a viagem de
Sucre para Potosí.

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↑ Já em Potosí, vista da janela do buzão. Plantação de Quinoa.

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22 de Janeiro / 2015

↑ Cheguei em Potosí por volta das 20h e precisava comprar passagem para Uyuni, porém o buzão já estava lotado e não consegui embarcar naquele momento.

Após perder o buzão, fiquei desacreditado em chegar em Uyuni até o amanhecer. Tentei buscar alternativas, mas só encontrei possibilidades que cobravam 500 Bolivianos para me levar até Uyuni, cerca de R$250,00. Impossível, sendo que levei apenas R$600,00 para a viagem… hehehehe Após uns 40 minutos avistei uma “mini-van”, com 2 senhores e fui atrás…olha que maravilha… ele me cobrou apenas 70 Bolivianos (a passagem do buzão era BOL35,00) mas precisava ocupar as 8 vagas do veiculo. maravilha, aguardei por isso. Viajei 6 horas até Uyuni, 200km de desconforto e mal estar.

Durante a viagem fui exposto à uma altitude média de 4400m, tonturas, falta de ar, suor gelado, azia… tudo misturado, foi terrível. Sobrevivi graças a bondosa água que hidratou meu pulmão. Obrigado água! Cheguei em Uyuni conforme havia planejado, às 2h da matina e bati nas portas dos Hostels procurando vaga para passar a noite, estava um frio tremendo. Encontrei o Hostel que mais tinha degraus (era o que eu menos precisava…degraus após quase morrer de falta de ar).

Passei a noite me recuperando das dores do mal estar de altitude e acordei 70% e fique melhor após o café da manhã. Após o café da manha fui em busca do cambio e tive varias “surprises”… Tudo estava diferente devido ao Rally Dakar que passou pela cidade… resultado: Câmbio ferrou, valores dos passeios ferrou…Havia pesquisado o cambio de R$1,00 > 2,75BOL e estava 2,00BOL e o passeio no deserto de 300,00BOL foi para 700,00BOL LEGAL… metade da grana afogou, adversidades, são normais em viagens internacionais, comprei o ticket do passeio e fui ser feliz. Potosí: 3.967m / Uyuni: 3700m

↓ O chamado Hostel hehehehe

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As Cholas são mulheres simples, quase todas muito tímidas e não gostam de fotografias. Mas eu não deixaria de registrar, principalmente por se tratar de uma cultura tão peculiar.

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Após a visita ao Cemitério de trens, chegamos ao vilarejo próximo ao Salar de Uyuni onde hospedamos para passar a 1ª noite. Enquanto Theo, nosso guia organizava nossos “quartos de sal” sobrava tempo para conhecer o vilarejo. Ali almoçamos e em seguida visitamos o Salar. Na foto abaixo alguns companheiros de Tour pelo deserto. Pieter, Andrea e Louis.

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↑ Sou apaixonado com essa fotografia. Amigos de Theo, nosso guia e cozinheiro por 3 dias. Pessoas simples, tímidas e alegres… Joguei futebol na lama  (detonei a bota, haha você verá) com Jesus, o garotinho da foto.

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HOTEL DE SAL – SALAR DE UYUNI O Hotel foi completamente construído com blocos de sal, incluindo os moveis. Foi desativado devido a falta de agua potável, e por ser uma construção frágil. Com a quantidade de visita os blocos enfraquecem, um grande risco, agora é apenas um ponto de encontro de todos os 4×4 que fazem o tour pelo deserto 3 dias e 2 noites de passeio. O Deserto tem aproximadamente 10.582km² de muito sal, estando em uma altitude aproximada de 3600m acima do nível do mar.

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↑ Essa não é quente, é ultra gelada… segundo nosso guia, os locais usam esses poços para tratar problemas no joelho. Deve ser como uma compressa gelada que geralmente usamos.

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4×4 é uma grande paixão em minha vida!

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Into the Wild – Me dei o luxo de ter uma foto igual do grande Christopher McCandless 
Uma Homenagem ao grande Supertramp!

Dia 23 de Janeiro / 2015

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  Algumas casas são construídas com blocos de sal e o piso feito de pedrinhas soltas, também de sal.

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Guerreiros off-road

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Laguna Hedionda – 4500m de altitude

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No Dia anterior (22 de Janeiro) visitei o Salar de Uyuni com uma roupa mais pesada, calça e blusa jeans… poxa vida, fritei, fazia muito calor. No dia seguinte optei por uma roupa mais leve, me diga PRA QUÊ? No Deserto o clima é muito instável, Frio e calor em 10 minutos.. mas o frio prevalece devido a ventania e a altitude.

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No deserto boliviano é bem assim, o tempo muda a cada 10 minutos. Sol, chuva, neve, poeira, sol, neve, chuva…

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O grande deserto Dali, o desejo é ter um 4×4 próprio, apenas!

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A tão esperada Laguna Colorada. Infelizmente, não tive oportunidade de ver a lagoa realmente colorida, além da coloração variar com a temperatura e algumas semanas antes, aconteceu um abalo sísmico e virou uma “mistureba” de lama, sal e plânctons. Curiosidade: Esta tonalidade incomum das águas se dá pela existência de algas minúsculas que produzem caroteno para se proteger da radiação ultravioleta forte. Carotenos são pigmentos orgânicos. O tomate é rico em Caroteno.

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Nesse dia eu deixei a câmera por 8 minutos em exposição, por volta das 22h, à 6 mil metros de altura acima do nível do mar… Imagina o frio e o breu… O céu estrelado mas o chão, completamente escuro! Eu estava sozinho fotografando em um lugar que eu nem imaginava o que pudesse ter ao redor heheheheheh sinto-lhes dizer, mas eu “casquei fora” kkk Quando começa a dar frio no estômago, a imaginação começa a ficar fértil (heheheheh) Mas apesar de tudo, me sinto feliz por ter feito essa foto, pois foi a primeira vez que fiz uma exposição acima de 30 segundos! (Imagina ficar 8 minutos no breu esperando a câmera concluir, só imagina) Hehehehe podem rir, fiquei com medo mesmo!

Dia 24 de Janeiro/2015

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6:00 am | Sol de Mañana – 4850m de altitude.

Esta área tem intensa atividade vulcânica e forma geisers por toda parte, muito LOKO.

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Aguas termales de Polques

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Tríplice fronteira | Bolivia, Chile e Argentina

Dia 25 de Janeiro / 2015 – La Paz

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Após uma viagem de 08 horas de ônibus, saindo de Uyuni cheguei em La Paz as 06 da manhã. (sem dinheiro kk)

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26 de Janeiro/2015 – Downhill na estrada da morte

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Camino de la muerte A famosa estrada da morte, no dia 26 de Janeiro acordei cedo para fazer o tão desejado Downhill de bike na estrada da morte. A van da agência passou no hostel em La Paz as 6h da matina para seguirmos pro ponto de partida do Downhill. A descida começa em 4.ooom de altitude, são 70km de descidas e abismos, uma queda resultaria em um vôo de 900m (vôo pra baixo hehe). Infelizmente não tenho imagens das saudosas montanhas dessa região, pois confiei a agencia um suporte para a GoPro e não cumpriram o prometido… #paia Na turma do Downhill havia 1 espanhol, 2 koreanos e 5 isralenses.

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Este foi o momento em que decidi deixar o grupo ir na frente, enquanto eu ajustava meu capacete pra experimentar o melhor DW da minha vida. No meio da floresta amazônica.

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Dia 27 de Janeiro/2015 – Chacaltaya

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Cair faz parte…

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A neve foi sumindo aos poucos, aqui funcionava uma estação de Ski e Snowboarding no Chacaltaya, a 5400m de altitude. Hoje, desativada pq ne? não tem neve, o mundo ta esquentando e ninguém acredita… vai vendo!

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Olha só o design automotivo boliviano, quase um Japão anos 90.

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É impressionante como os bolivianos são desorganizados quando o assunto é Rodoviária, eu havia acabado de embarcar na rodoviária, essa seria uma segunda parada para pegar mais passageiros. Esse ônibus da frente ficou agarrado, não tinha espaço pra ele ir e ele foi… kk ficamos ai 1h aguardando a bagunça, ninguém podia dar ré, pq havia outros mil buzao em volta… kk FUCK

Até Cochabamba, foram 08 horas de viagem. Quanto mais eu me aproximava de Cochabamba mais eu sofria com uma dor insuportável nos ouvidos, sentia eles dilatando, talvez, voltando ao normal, pq a partir de Cochabamba a altitude já fica bem parecida com a brasileira. Dali segui de avião para Santa Cruz de la Sierra e parti para São Paulo.

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Dia 28 de Janeiro / 2015 VULGO meu aniversário 

Cheguei em Guarulhos as 18h e minha conexão era as 6h da manhã… não preciso dizer mais nada! Dormi no chão do saguão, tentei antecipar o vôo, mas não rolou! No manhã seguinte segui para o Rio de Janeiro. Foto 02: O RJ pegango fogo, Deus me livre! Foto 03: Artistas fazem um belo show instrumental com Pandeiro e flauta.

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E, por fim. Aproveitando um pouco no Rio de Janeiro de chinelinhos, botas molhadas e amarradas na mochila, igual um andarilho, fui visitar o Museu Niemeyer  em Niterói com a Duda, turistando e cultivando amizades, saudade! Logo em seguida #PartiuBH

099-blog-setedias-bolivia-copyright-frankbitencourt100-blog-setedias-bolivia-copyright-frankbitencourtFoto: Duda Lopes

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